Sopa Delirante

absurdismo, discordianismo, concordianismo, realismo, surrealismo, delirismo, erotismo, larismo, delarismo

Qualquercoisaismo > O riso como via de acesso ao criativo transformador (texto sagrado do Delarismo)

Pop & ImpopSexo, Drogas & Rock’n’Roll: Um Outro Nome Pra Deus – por Alex Antunes

Miscelâneas & Etcétera > De como não pensar demais

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tudismocroned23582

blog patafísico cacofônico interestelar: Fervorosamente

Le Fórum Absurd: Discordianismo Neo-Hedonista Quântico

LinKaonia: Número 5

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Aanidi Freaks Mutantes, uni-vos!

Filie-se ao P.I.P.A.! -> Partido Interestelar Parrachiano zen(A)Narco-Discordiano <- Seja um Delirante você também! e Vote Sempre 2,3 para Deusa!

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Aaní

por Zoenous (zoenousarrobayahoo.com.br)

O quê?

Aaní é uma palavra de origem Tupi, que significa “Não, Nada”. É equivalente à palavra grega Xáos (Caos), de mesmo significado. O conceito de Caos foi corrompido pelo tempo e pela ignorância, pelo moralismo e pela resposta que a “Realidade Consensual” deu a movimentos como o Anarquismo de Bakunin, transformando este conceito em sinônimo de “desordem”. Hoje, sabe-se através da Ciência Quântica que o Caos não é desordem, baderna ou arruaça, mas refere-se à impreditabilidade do espaço vazio primordial. Caos, Aaní, não pode ser definido, pois fazê-lo seria negá-lo. Entretanto, o mais próximo que podemos chegar de sua equivalência abstrata é considerá-lo como sendo a vastidão interminável de possibilidades que permeia o Cosmos. Nós estamos, inegavelmente, dentro desta “qualquer coisa em potencial” e ela está dentro de nós.

O objetivo desse Movimento, Projeto, Aglomeração, Reduto, Façanha, Acepção Ruim, ou qualquer outra palavra que possa definir essa coisa que achamos por bem nomear Aaní é justamente explorar, difundir, criar, destruir e re-criar estes conceitos e aplicá-los nas áreas das Artes Plásticas, Literatura, Música, Jornalismo, Tecnologia da Informação, Sociologia, Antropologia, Psicologia, Mitologia, Expressão Religiosa e outros campos que possam surgir no meio do caminho.

Para quê?

Para quê Alexandre, O Grande, saiu globalizando a Macedônia, o Oriente Médio e o Mundo de sua época? Para quê as Feministas se organizaram no final do século passado visando direitos iguais aos dos homens? Para quê Aleister Crowley revolucionou a cena ocultista da Inglaterra e do resto do Ocidente no início do século XX? Para quê derrubaram a Ditadura? Para quê tiraram o Collor? Para quê puseram o Lula? Para quê vão tirar o Lula? Para quê foram criados o Rock n’ Roll, o movimento Punk e o Hip Hop? Para quê o Dadaísmo, os Beats, a Generation Jones, os Kings Mob, os Góticos, neo-Góticos, Clubbers, Cybers, Caoístas, Discordianos, Grungers, Head-bangers, Backpackers (hitchhickers, mochileiros), Body Modificators (tatuagem, piercing, cirurgia cosmética, implantes), Freegans, Vegans, Greens, Wiccanos, Seiðmaðr e Völva (Asatrüar, Seiðr, neo-Paganismo Nórdico), New Agers, Geeks, Freaks, Ravers, Graffiti, Pachucos, Nerds, Otherkins (Vampiros, Lobisomens e antropomorfos), Thelemitas, Ateístas e todas as outras subculturas? Pra quê? Responda a estas perguntas e esta será a resposta de “Para quê um movimento como o Aaní?”

Por que?

Porque o ser humano muda. E se esta mudança demora a sair naturalmente, ela pode ser provocada. Muitas pessoas reclamam da violência, do descaso com o meio ambiente, da falta de liberdade, da libertinagem alheia, da corrupção do governo, da apatia da arte contemporânea, da falta de oportunidade, da elitização econômica do conhecimento e da informação, e não conseguem nem podem fazer nada sozinhos. Porque a Política, a Moral, a Ética, a escala de Liberdade, a Justiça, a Crença, a Aceitação ou Rejeição de idéias e ideais de um povo, são todas determinadas pela sua Cultura Dominante. É impossível, ou pelo menos muito difícil, conseguir que estes resultados (Política, Crença, etc.) de processos culturais sintetizados sejam alterados, sem antes alterar base estrutural destes processos, ou seja: A Cultura.

É ela que determina e regula o comportamento, o vestuário, a expressão artística, a religião, as leis, a forma de governo, a produção e transmissão (ou bloqueio) da informação, o que pode e o que não pode. À medida que estas Culturas Dominantes, com o tempo, passam a aceitar melhor as cenas de nudez no cinema; a linguagem explícita em público; permitir que mulheres votem, dirijam e trabalhem; que os homossexuais troquem carícias em público; que uma menina de quinze anos espalhe que é bruxa sem ser queimada; que pessoas se tatuem, coloquem piercings e silicone na testa; que homens se maquiem; que top models engravidem de jogadores de futebol, ou de um rock star, para fatiar sua fortuna e serem convidadas a apresentar programas de TV; E outros tabús vão sendo quebrados, os movimentos de contracultura, originados por subculturas, vão sendo absorvidos por essas Culturas Dominantes, permitindo que novas subculturas surjam para substituir suas precursoras. Até que, um dia, estas subculturas (agora parte da Cultura Dominante) se tornem obsoletas e sejam alteradas pelo mesmo processo que recomeça. O Aaní existe porque sabe que, e quer que, cedo ou tarde, estas subculturas se hibridizem e se permitam trocar informações, expandir sua atuação e aceitação, para que novas subculturas apareçam.

Como?

Através dos memes. Meme é um termo, cunhado em 1976 por Richard Dawkins no seu bestseller “O Gene Egoísta”, que é para a memória o análogo do gene na genética: a sua unidade mínima. É considerado como uma unidade de informação que se multiplica (é transmitida) de cérebro em cérebro, ou entre locais onde a informação é armazenada, e outros locais de armazenamento ou cérebros. O meme é considerado uma unidade de evolução cultural que pode, de alguma forma, auto-propagar-se. Podem ser idéias ou partes de idéias, línguas, gírias, sons, desenhos, capacidades, valores estéticos e morais, ou qualquer outra coisa que possa ser aprendida facilmente e transmitida enquanto unidade autônoma. O que determina a sua auto-propagação é a facilidade com que é absorvido e propagado, bem como sua habilidade de transmutar.

Exemplos claros de memes são Celulares, Mp3 Players, I-Pods, I Phones, Tamagoshis (Lembra? Rs), Grampeadores, Slogans Publicitários, Refrões de música ruim (que não saem da cabeça), ou Jingles de Comercial (Dolly, Dolly Guaraná, Dolly), Mulher com pouca roupa em comercial de cerveja, “56, meu nome é Enéas” e “Lula-lá”, “Deus é Grande” e “Jesus é Fiel”, “Vuco-vuco”, “Merry Meet, Merry Part and Merry Meet Again”, “Faze o que tu queres, há de ser tudo da Lei”, “Nada é Verdadeiro, Tudo é Permitido”, Piadas, Provérbios e Aforismos, Metáforas, Fórmulas para decorar a tabela periódica e equações físicas em Cursinhos Pré-vestibulares, marcas e estilos de roupas, Paródias, Trocadilhos, Frases de duplo sentido, Colocar A Primeira Letra de Cada Palavra em Maiúscula para Denotar Importância, TRAVAR O CAPS LOCK PARA GRITAR COM LETRAS, spam, lixo eletrônico, forward de Power Point, Livros, imã de geladeira, canções de ninar, et cetera. Fenômenos como o Orkut, Myspace, Yahoo Grupos, Skype, Wikis, Subculturas, Religiões, Teorias Políticas, Lan Houses e Danceterias são chamados memeplexos (conjuntos, complexos de memes). O conceito do Memeplexo é semelhante ao do Paradigma, forjado por Thomas Kuhn e colocado em prática por Peter Carroll. A singular diferença entre Paradigma e Memeplexo é que, enquanto o primeiro pode ser criado por um indivíduo sem nunca ser transmitido, o segundo carece da transmissão.

O estudo dos modelos evolutivos da transferência de informação é conhecido como memética. Esses modelos evolutivos sofrem variações, em que uma idéia ou meme muda conforme é transferido de uma pessoa para outra.
Poucos memes mostram uma forte Inércia Memética (que seria a característica do meme de ser expressado do mesmo jeito, e de ter o mesmo impacto, independentemente de quem esteja recebendo ou transmitindo a idéia, e permanecer na memória de seu propagador). A variação memética cresce quando o meme é transmitido de uma maneira descuidada com a expressão da idéia, enquanto a inércia memética é fortalecida quando a forma de expressão rima ou usa outros dispositivos mnemônicos para preservar a memória do meme antes de sua transmissão.

Uma mnemônica é um auxiliar de memória. São, tipicamente, verbais, e utilizados para memorizar listas ou fórmulas, e baseiam-se em formas simples de memorizar maiores construções, baseados no princípio de que a mente humana tem mais facilidade de memorizar dados quando estes são associados a informação pessoal, espacial ou de caráter relativamente importante, do que dados organizados de forma não sugestiva (para o indivíduo) ou sem significado aparente. Porém, estas seqüências têm que fazer algum sentido, ou serão igualmente difíceis de memorizar (por exemplo, usar os ossos dos punhos cerrados para lembrar qual mês contém 30 ou 31 dias – ossos são 31, vãos entre eles são 30). Produzir e controlar a forma de um meme, sua propagação e interação com outros memes e memeplexos é produzir níveis de alteração da realidade e, com certas limitações, controlá-la.

Quem?

Estão convidados a participar e se auto-intitular Aanidi (tupi com plural em latim, para evitar o trocadilho com Aanitas e “Presença de Anita” – se bem que, informando o motivo, já fodeu tudo), Aanidum no singular, todos aqueles que integram subculturas, ou nenhuma delas, mas rejeitam a Cultura Dominante.

São eles: Caoístas (chaotes, caos magistas, rabanetes, zees etc.); Cybers; Artistas incompreendidos; Atores alternativos; Jornalistas sem hobby; Bandas não comerciais; DJs; GLS; Afrocentristas; Feministas; Dadaístas; Beatniks; neo-Góticos; neo-Hippies; Neuromantes; Psiconautas; Discordianos; Body Modificators (tatuados e tatuadores, piercers e piercingados, cirurgia cosmética, implantes); Vegans; Wiccanos; neo-Pagãos em geral; New Agers; Geeks; Freaks; Ravers; Graffiteiros; Nerds; Otherkins (Demônios, Vampiros, Lobisomens e antropomorfos); Thelemitas; Zos Kia Cultistas; Ateístas; Agnósticos; Henoteístas; Suiteístas; Magos independentes; Spammers; Cegos, Surdos e Mudos; Publicitários Falidos (exceto Marcos Valério e Duda Mendonça); Macumbeiros; Ciganos; Índios; Brancos; Não-tão-brancos; Negros; Pardos; MSC (Movimento sem Cor); Roxos sem quota em faculdade; Tantristas; Cabal… não, cabalistas não; Proletariados; Místicos não-ortodoxos; Hindús; Pragmatas; Straight Edges; neo-Punks; BDSM (Bondage/Disciplina, Dominação/Submissão, Sado/Masoquismo) Green pacifistas; Nudistas; Urbanóides; Portadores de Transtorno Obsessivo Compulsivo (TOC); Bichos-estranhos; et cetera, et cetera, et cetera. Se você não está supracitado, mas se considera minoria, significa que você é mais minoria ainda, e que isso é muito bom.

Toda crença, cultura, preferência política, preferência sexual, estilo de vida, e diferenças de traços que chamam de raças são igualmente idiotas. Se você não enxerga isso, significa que é preconceituoso. Ou Cabalista. Deixa pra lá esse negócio de Cabalista. A questão é que as diferenças podem (e deveriam) ser respeitadas, toleradas e, inclusive, louvadas. Além disso, se você se deixa ofender por uma crítica à sua crença, cultura, preferência política, preferência sexual, estilo de vida, e diferenças de traços que chamam de raças, significa que essa crítica de tamanho ridículo é maior que você. Identificação é necessária, sim, mas um baixíssimo nível de identificação é o suficiente para criar uma convivência caótico-pacífica interessante. Nenhuma crença, cultura, preferência política, preferência sexual, estilo de vida, e diferenças de traços que chamam de raças são melhores do que outras. Quando isso for percebido por 1/3 da população mundial, teremos 1/3 dos Deuses na Terra.

Ø

Aaní(des)Org

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Manifesto Meta-Manifesto Dada Engine

1. Não resta mais nada do que antes era o que se chamava Eu.

2. Tudo o que se escreve é repetição indômita do que se foi.

3. “Não há nada que eu possa dizer, que eu não tenha pensado antes”.

4. Não há nada que eu possa dizer, que eu não tenha pensado antes.

5. A tentativa tão desesperada de alguma originalidade é vã; é vaidade infrutífera. Tão inútil quanto despropositada.

6. Toda originalidade reside na repetição monótona, do que é, foi e será.

7. Não há fuga possível da finitude para o Eu.

8. O Eu não pode fugir da finitude.

9. O Eu é a própria finitude, monotonia.

10. Os mascaramentos, na forma de deslumbramentos, por mais que distraiam, não apresentam solução real.

11. A desesperança pode ser sincera, ainda.

12. Vive-se como se pode. Qualquer meio de vida ou sobrevivência é tão válido quanto outro.

13. Quem pode com absoluta certeza legitimar a fundo qualquer regra?

14. vive-se de ilusões.

15. Há ilusões mais ilusórias que outras.

16. Há ilusões mais ilusórias que outras?

17. Os critérios são ilusórios.

18. E quem poderá dizer que existe razão?

19. A razão, este vampira morta-viva, sugadora de sangue animal.

20. A incerteza, grande mãe da liberação.

21. Longe da paixão, longe da certeza, aquecido pelo frio, livre da felicidade, livre do destino, livre da referência e de lugar a se chegar: e por

fim, livre da eternidade.

22. Expectativas, sonhos, desejos. Do indivíduo, dos outros, dos familiares. Quem é quem afinal? Quem quer o que afinal?

23. A mente, esta grande tela de TV.

24. Vive-se de imagens.

25. Quem vive a vida? O humano ou a TV?

26. Fragmentos ou unidade?

27. Conceitos ou ações?

28. Ações sem conceitos? Conceitos sem ações?

29. Superfície e fundo: questão de perspectiva.

30. A relatividade absoluta.

31. Resta alguma moral, verdade, bem e beleza enquanto valores absolutos?

32. A cultura como um castelo de cartas.

33. A cultura como um jogo de azar.

34. Quem está certo?

35. Rapaz negro do sax, música por favor!!!!!!

36. A melodia não encerra nenhuma verdade.

37. Os diferentes sentidos percebidos na palavra e na realidade possuem igual valor.

38. A realidade está morta.

39. A realidade está morta. Ela se suicidou.

40. A realidade está morta. A causa de sua morte é o eterno retorno.

41. A realidade é um mito.

42. A realidade não passa de um jogo idiota.

43. A verdade é a maior das mentiras.

44. A verdade está morta. Ela foi morta pela sociedade.

45. A verdade está morta. Ela foi morta pelas classes sociais.

46. Não existe nada mais falso do que o verdadeiro.

47. As coisas mais verdadeiras são as absolutamente falsas.

48. Somos todos mentirosos.

49. A sociedade é uma ilusão.

50 A sociedade não passa de uma piada de mau gosto.

51. As classes sociais são um mito.

52. Quem busca sentido nas classes sociais é um tolo.

53. Somos todos vítimas da cultura.

54. A civilização é o ruído de fundo da história.

55. A história não passa de uma brincadeira obscena.

56. A história está morta. Ela morreu de repetição infinita.

57. Estamos todos condenados à repetição infinita.

58. Não existe um fim para a repetição.

59. Estamos todos condenados à redundância infinita.

60. Não existe um fim para a redundância.

61. Aqueles que acreditam que existe um fim para o contínuo da redundância são idiotas.

62. A individualidade é uma ilusão.

63. A individualidade não passa de ruído.

64. Quem busca consistência na individualidade é um tolo.

65. Somos todos vítimas da individualidade.

66. A consciência está morta.

67. A consciencia está morta porque a individualidade a matou.

68. Somos todos ovelhas que se crêem conscientes.

69. Somos todos ovelhas que acreditam ser inteligentes.

70. Somos todos ovelhas.

71. Somos todos marionetes.

72. Somos todos autômatos.

73. Somos todos autômatos que acreditam ter autoconsciência.

74. A linguagem não é nada além de ruído.

75. Buscar coerência na linguagem é uma tolice.

76. As coisas mais significativas são as completamente sem sentido.

77. Não há nada mais significativo do que o absurdo.

78. O Demônio de Maxwell não existe.

Agora você também pode produzir seus próprios manifestos políticos e ensaios pós-modernistas com o exclusivo e multifuncional Dada Engine. Apresentado nas cores vermelho-limão e laranja-madura, o Dada Engine vem ainda com o prático Postmodern Generator. Deixe seus professores encantados com sua erudição! Maravilhe seus colegas com citações sem sentido! Espante seus pais com seu radicalismo político! O Dada Engine pode ser adquirido absolutamente grátis na Herbert’s Homepage. Ligue djááá!

Fonte: Malprg

Manifesto utópico-ecológico em defesa da poesia & do delírio

Roberto Piva

Invocação

Ao grande deus Dagon de olhos de fogo,
ao deus da vegetação Dionisos,

ao deus Puer que hipnotiza o Universo com seu ânus de diamante,

ao deus Escorpião atravessando a cabeça do Anjo,

ao deus Luper que desafiou as galáxias roedoras,
à Baal deus da pedra negra,

à Xangô deus-caralho fecundador da Tempestade.


Eu defendo o direito de todo ser Humano ao Pão & à Poesia
Estamos sendo destruídos em nosso núcleo biológico, nosso espaço vital & dos animais está reduzido a proporções ínfimas
quero dizer que o torniquete da civilização está provocando dor no corpo & baba histérica
o delírio foi afastado da Teoria do Conhecimento & nossas escolas estão atrasadas pelo menos cem anos em relação às últimas descobertas científicas no campo da física, biologia, astronomia, linguagem,  pesquisa espacial, religião, ecologia, poesia-cósmica, etc.,
provocando abandono das escolas pelas crianças que percebem que o professor não tem nada a transmitir,
imobilizando nossas escolas no vício de linguagem & perda de tempo
em currículos de adestramento, onde nunca ninguém vai estudar Einstein, Gerard de Nerval, Nietzsche, Gilberto Freyre, J. Rostand, Fourier, W. Heisenberg, Paul Goodman, Virgílio, Murilo Mendes, Max Born, Sousandrade, Hynek, G. Bern, Barthes, Robert Sheckley, Rimbaud, Raymond Roussel, Leopardi, Trakl, Rajneesh, Catulo, Crevel, São Francisco, Vico, Darwin, Blake, Blavatsky, Krucënyck, Joyce, Reverdy, Villon, Novalis, Marinetti, Heidegger & Jacob Boehme

& por essa razão a escola se coagulou em Galinheiro onde se choca a histeria, o torcicolo & repressão sexual, não existindo mais saída a não ser fechá-la & transformá-la em Cinema onde crianças & adolescentes sigam de novo as pegadas da fantasia com muita bolinação no escuro.
Os partidos políticos brasileiros não têm nenhuma preocupação em trazer a UTOPIA para o quotidiano.
Por isso em nome da saúde mental das novas gerações eu reivindico o seguinte:
1 – Transformar a Praça da Sé em horta coletiva e pública.
2 – Distribuir obras dos poetas brasileiros entre os garotos(as) da Febem, únicos capazes de transformar a violência & angústia de suas almas em música das esferas.
3 – Saunas para o povo.
4 – Construção urgente de mictórios públicos (existem pouquíssimos, o que prova que nossos políticos nunca andam a pé) & espelhos.
5 – Fazer da Onça (pintada, preta & suçuarana) o Totem da nacionalidade. Organizar grupos de proteção à Onça em seu habitat natural. Devolver as onças que vivem trancadas em zoológicos às
florestas. Abertura de inscrições para voluntários que queiram se comunicar telepaticamente com as onças para sabermos de suas reais dificuldades.
Desta maneira as onças poderiam passar uma temporada de 2 semans entre os homens & nesse período poderiam servir de guias &
professores na orientação das crianças cegas.
6 – Criação de uma política eficiente & com grande informação ao público em relação aos Discos-Voadores. Formação de grupos de contato & troca de informação. Facilitar relações eróticas entre terrestres & tripulantes dos OVNIS.
7 – Nova orientação dos neurônios através da Gastronomia Combinada & da Respiração.
8 – Distribuição de manuais entre sexólogas(os) explicando por que o coito anal derruba o Kapital.
9 – Banquetes oferecidos à população pela Federação das indústrias.
10 – Provocar o surgimento da Bossa-Nova Metafísica & do Pornosamba.

O Estado mantém as pessoas ocupadas o tempo integral para que elas NÃO pensem eroticamente, libertariamente. Novalis, o poeta do romantismo, alemão que contemplou a Flor Azul, afirmou: “Quem é muito velho para delirar evite reuniões juvenis. Agora é tempo de saturnais literárias. Quanto mais variada a vida tanto melhor”.

Assino e dou fé,
ROBERTO PIVA
S. Paulo 1983
Hora Cósmica do Tigre


Referência Bibliográfica:

PIVA, Roberto. Manifesto utópico-ecológico em defesa da poesia & do delírio. In: ______. Antologia poética. Porto Alegre: L&PM Editores, 1985. pp. 95-97.

Manifesto Comedianista

Um fantasma ronda a Representança – o fantasma do comedianismo.

Todas as impotências políticas se unem numa aliança Nonsense para conjurá-lo: toskistas e sacerdotes do neo-liberalismo, caciquistas e dançarinos de polca, leninistas e as viúvas do estado-de-bem-estar. Ao ouvir ‘os comedianistas estão chegando’ até mesmo os anômicos cerram seus punhos!

Que manifestação expontânea e divertida não foi acusada de ‘engraçadinha’ por seus adversários?
Que oposição por sua vez não se sentiu ofendido com uma tortada, vinda da direita ou da esquerda, recheada de chantilly e engraçadismo?

Duas conclusões decorrem desses fatos:

1) O comedianismo já é reconhecido como um força debochademente perigosa por todas as correntes políticas da representaça.

2) Já é tempo dos comedianistas exporem, à face do mundo inteiro, seu modo de ver, suas piadas, suas ironias, seus sarcasmos, contrapondo o escracho de seu manifesto às patifarias ideotrágicas e cinzentices habituais.

PARTE 1 – REPRESENTANTES E DEBOCHADOS

A história de todas as sociedades que existiram até nossos dias tem sido a história das guerras de tortas. Homem livre entorta o escravo, o patrício tortilha o plebeu, o senhor torteia o servo, numa palavra, torteadores e torteados, representantes e representados, em constante oposição, têm vivido numa guerra ininterrupta, ora franca, ora disfarçada, uma guerra que termina sempre com mais de uma pessoa com a cara lambuzada, ou após o aumento súbito no preço do chantilly devido a demanda.

A representança moderna, que brotou das ruínas do poder divinamente instituído, sempre foi antagônica ao riso. Criando uns cem mecanismos para punir aqueles que se opuseram a sua total falta de humor, velhas condições de opressão, novas formas de conter a gargalhada.

Entretanto, a nossa época, a época da representança, caracteriza-se por ter simplificado os antagonismos. A sociedade divide-se cada vez mais em dois vastos campos opostos, em duas grandes classes diametralmente opostas: exploradores-representantes e representados-explorados.
Debocharemos de ambos 1) se os representantes não abrirem mão de sua representança e 2) se os representados continuarem bundisticamente estáticos diante da condição dos primeiros.

De todos os grupos que hoje se contrapõem a representança, só os comedianistas constituem um grupo verdadeiramente engraçado. Todos os demais desaparecem ante a sisudez e a chatice dos eleitoreiros; os engraçadinhos, ao contrário, são, em parte, frutos desta mesma chatice.

Todos os movimentos precedentes foram movimentos de minorias. O Movimento comedianista é o movimento autônomo da gargalhada em proveito da imensa maioria. Maioria que é relegada a um segundo plano, chamada de eleitora, pelega, alienada e que tem como única utilidade votar cabrestamente. É comumente proferido em alto e bom som, em microfones, televisores, rádios e palanques “Cidadão, exerça seus direitos. Vote!” e ninguém mais sequer fica corado diante de tal estapafúrdia.

A condição essencial da existência e da supremacia eleitoreira é a acumulação da legitimidade nas mãos de uns poucos que independente de sua orientação ideológica se tornam tediosas elites. Seus interesses geralmente se assemelham: A formação de quadros, o crescimento da influência do partido, marketismo visando ás próximas eleições. Sua legitimidade está fundamentada no eterno desempoderamento que exercem sobre os passivos eleitores.
O progresso do analfabetismo político se deve em grande medida à representância, esta tendo atingido seu cume, está nos nossos dias caindo vertiginosamente indo de encontro com os fortes indícios sustentados pelo movimento internacional comedianistas de que “pra baixo todo santo ajuda”.

Assim, o desenvolvimento de um grande escracho que chacoalhe o terreno em que a representança assentou seu regime de expropriação política não só é viável mas está em andamento. Os representantes são, sobre tudo, personagens excelentes para a produção quadrinhos debochados, trotes originais, boatos incriminadores e piadas desprestigiantes. Sua queda (no ridículo) e a vitória dos comedianistas são igualmente inevitáveis.

PARTE 2 – COMEDIANISTAS E APARTIDÁRIOS

Qual a posição dos comedianistas diante dos apartidários em geral? Os comedianistas não formam um grupo à parte, oposto aos outros grupos horizontais. Não têm interesses que os separem do apartidarismo em geral. Não proclamam muitos princípios particulares, segundo os quais pretenderiam brincar com massa de modelar. Os comedianistas só se distinguem dos outros grupos apartidários em dois pontos:

1) Entre as diversas formas de ação política os comedianistas elegem o deboche como elemento ontológico contra o estatus quo e em pró de um mundo mais criativo e divertido.

2) Nas diferentes frentes em que insurge a guerra entre representantes e representados, os comedianistas se dão ao direito de fazer graça e meter o bedelho, além de chineliar aqueles que entre nossos antagonistas se destaquem por sua imoralidade e ranhentice, em nome dos interesses do movimento em seu conjunto.

Praticamente, os comedianistas constituem, pois, a fração mais resoluta dos representados de cada instituição, a fração que escracha demais; teoricamente têm sobre a vantagem de não concorrer a cargo nenhum se este fato não provocar o riso das multidões. O objetivo imediato dos comedianistas é o mesmo que o de todos àqueles que estão de saco cheio da política convencional: constituição de frentes humoristas de combate, derrubada da supremacia dos representantes e a divertida diluição do poder político em formas criativas de auto-governança.

O comedianismo não retira a ninguém o poder de avacalhar, apenas introduz a idéia de se avacalhar em pró de um mundo diferente. Alega-se ainda que nossa falta de seriedade nos impossibilita de fazer político. Se isso fosse verdade, há muito os comediantes, palhaços e piadistas politizados teriam perdido seus empregos, seus públicos e sua graça. Toda a objeção se reduz a essa tautologia: Politico bom é politico desempregado.

Abolição dos partidos! Até os mais racionais ficam indignados diante desse desígnio infame dos comedianistas. Sobre que fundamento repousa os partidos atuais, Todo partido gera corações partidos! Os partidários, na sua plenitude, só existem para as eleições, e no entanto, querem impor esta forma de organização sem-graça até os confins do horizonte político. O partido político desvanece-se naturalmente com o desvanecer de seu complemento e uma e outra desaparecerão com o desaparecimento da representação. O maior defeito da representocracia é que somente o partido que não está no governo sabe governar. Acusai-nos de querer encitar a divulgação das piadas que vocês nos inspiram? Confessamos este crime.

A revolução comedianista é a ruptura mais radical com o fazer político tradicional; nada de estranho, portanto, que no curso de seu desenvolvimento, rompa, do modo mais radical, com as idéias tradicionais. Apesar de nos sentirmos ultrajados pela falta de humor dos partidários trotiskistas, pelo dogmatismo almofadinha neo-liberal e pelo vazio preenchido de lero-lero sustentado por outros partidos, não nos sentimos incomodados por estar ao vosso lado até que a revolução jocosa se consume, pois como já dizia um antigo provérbio chines: “As más companhias são como um mercado de peixes; acaba-se acostumando com o mau cheiro”.

O comedianismo utilizará sua supremacia rídicularizante para arrancar pouco a pouco todos risos que for capaz, desacreditando todos os instrumentos de representação hierárquica o mais rapidamente possível. Sabemos algo que os eleitoreiros sequer desconfiam: “A única pessoa livre, realmente livre, é a que não tem medo do ridículo.”

Isto naturalmente só poderá realizar-se, em princípio, por uma violação despótica do direito de representatividade e das rabugentice político-burocratico-administrativa, isto é, pela aplicação de medidas que, do ponto de vista econômico, parecerão com ébrios e malabares, mas que no desenrolar do movimento ultrapassarão a si mesmas e serão indispensáveis para transformar radicalmente a ação política. Essas medidas, é claro, serão diferentes nas várias esferas de ação. Todavia, nas esferas mais fragilizadas, as seguintes medidas poderão geralmente ser postas:

1. Demonstração da não-representatividade através do voto no Monteiro Lobato, nonononoonon ou em outros candidatos representativamente nulos em pró de uma crítica mesmo que passiva ao sitema político eleitoreiro;

2. lançamento progressivo de tortas, bigornas, frutas podres, frangos-de-borracha e pianos sobre os membros das esferas representantes;

3. Instituição do direito inalienável de promoção e participação da baderna, sendo esta preferencialmente uma baderna politizada, mas não excluindo outras possibilidades mais ‘artisticas’;

4. Elaboração de canções-escrachantes, panfletos exóticos, redes de e-mails, sites internéticos, mosquitinhos e faixas coloridas denegrindo saborosamente a imagem de candidatos e outras figuras públicas;

5. Popularização dos seguintes dizeres “Não importa de qual partido você seja, você não me representa” a serem utilizados com cara de deboche diante da menor possibilidade de representação hierárquica.

6. Lançamento de candidatos-fantasmas, tão falsos quanto os verdadeiros, possibilitando uma maior adesão ao riso desenfreado gerado pelo chamamento de eleições.

7. Distribuição obrigatória de narizes de palhaço, perucas, perfis no orkut, fantasias, máscaras e chapeus divertidos como inclemento das manifestações comedianistas pró ou contra seja lá o que for;

8. Criação de centros engraçadinhos intensivos para onde serão levados todos os eleitoreiros e candidatáveis, até se tornarem divertidos humoristas apartidários ou criaturinhas peludas que não podem comer depois da meia-noite;

9. Educação pública, gratuita, divertida e política para todas as crianças de mais de 30 centimetros bem como aos adultos com até 206 ossos;

l0. Abolição de todas as esferas de representação hierarquicas, e um tempo pós-revolucionário de festa a se perder de vista.

Uma vez desaparecidos os antagonismos de representança no curso do desenvolvimento e sendo concentrada toda a comédia propriamente falando nas mãos dos indivíduos associados, o caráter político perderá muito da sua graça. O poder da tiração de sarro está no seu emprego contra a opressão representante dos sem-graça.
Se o representado em sua luta contra a politiquice, se constitui forçosamente em grupo; se converte-se, por uma revolução, a revolução deve por sua vez se converter em festa, pois o tempo após a revolução será este um tempo de festa.

Em lugar das picuinhas eleitoreiras, com suas siglas e antagonismos bobinhos, surge uma associação onde o livre desenvolvimento de cada um é a condição do livre desenvolvimento de todos. Mas se estivermos errados, nos permitiremos sublimemente o direito de debocharmos de nós mesmos!

LinKaonia número 5

yo!

esta é a quinta(salve éris!) edição do micro-zine aperiódico com as últimas, penúltimas e primeiras em links caóticos e similares

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Contos Discordianos – mais uma produção da Cabala 1001 Gatos de Schrödinger

O Grande Tarot da Discórdia – um produto da confraria da alfarroba sociedade de irresponsabilidade e limitada

Igreja Real do Monociclo Sagrado e dos Últimos Dias das Divinas Escrituras – uma nova igreja construída sobre as ruínas do império

amo tanto viver – Papisa Fernanda, a mais nova afiliada da MultiCabala, curte pacas essa confusão chamada vida.

BHKQTZ – para equilibrar todo esse amor pela vida, apresentamos o armazém apocalíptico discordiano-anarcofágico de Marcos Bhkqtz.

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conhece algum link caótico?

mande para a redação já! -> minimalistaarrobagmail.com <-

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oy!

O Decálogo do Terrorista Cultural

por Miguel Vale de Almeida

(Timóteo Pinto Remix 2011)

1. O Terrorismo Cultural (doravante denominado também TC) tem por base a revolta contra a hipocrisia conservadora e contra o bem-pensantismo progressista. Mas o principal inimigo do TC é a indiferença. Chama-se “Terrorismo” porque, nos dias atuais, a atitude mais sã é adotar/adaptar os termos mais desprezados. Se George W. Bush elegeu “O terrorismo” como seu inimigo principal, e todos se sentem obrigados a condenar o terrorismo, então o TC proclama-se terrorista. Não se trata de terrorismo contra a vida das pessoas – um empreendimento estúpido e inútil, já que a maior parte das mortes não naturais são provocadas pelas instâncias que se proclamam antiterroristas: governos, empresas, igreja, nações… Trata-se de terrorismo cultural, no sentido antropológico e mais lato do termo: terrorismo contra as crenças, os valores, os hábitos e os projetos que as instituições que temos – e muitos dos parvos que as representam – defendem.

2. O Terrorismo Cultural aceita a contradição permanente. Ao contrário da dialética, que percorre o espectro direita-esquerda, o TC defende que as contradições não se resolvem. Nesse sentido, o TC está mais próximo de algumas filosofias orientais e de outras ditas “primitivas” que vêem a contradição como o elemento dinâmico constante da sociedade, sem outra resolução que não a sua repetição cíclica e infinita. Só não é uma filosofia oriental porque não tem paciência para orientalices babacas, nem para a forma como elas têm sido cooptadas por yuppies budistas de Los-Angeles e gente do new age. Só não é um elogio do primitivismo porque não tem paciência para intelectuais burgueses que se fascinam com as danças tribais no Discovery Channel e gastam uma fortuna em viagens naturalistas à Amazônia para serem picados por mosquitos.

3. O TC é um bricolage de influências. Nele pode encontrar-se um pedaço de tudo: um bom pedaço de Anarquismo Libertário, tanto na vertente socialista européia como na vertente liberal americana; um bom pedaço de Gandhismo, assim como um bom pedaço de Liberalismo; pedaços de Surrealismo, de Groucho-Marxismo, de Filosofia Pragmática, de Hedonismo, de Delariantismo, de Zenarquismo; sobretudo, o TC simpatiza instintivamente com o Cinismo Surrealista. (O bricolage do TC não tem nada a ver com o bricolage dos pós-modernos, pois o TC não tem paciência para os pós-modernos que cooptaram um certo potencial TC para o (des)conforto de universidades americanas freqüentadas por filhos de narcotraficantes ou para o small print de revistas crípticas publicadas na França). Aquilo que o TC não suporta é o elogio absoluto da racionalidade ou o elogio absoluto da emotividade; o primado da biologia ou o primado da cultura e da construção social; as pessoas que se armam em marginais ou as pessoas que se armam em sistêmicas. O bricolage e a contradição permanente são aliados natos na luta cínica pelo desmascaramento dos sistemas de ação e pensamento. São do mais realista que pode haver – sobretudo porque o TC não se preocupa com a utilidade.

4. A primeira virtude de um TC (que não se chama virtude, pois o TC não tem paciência para as virtudes, assim como não tem paciência para o imoralismo militante dos pensadores “marginais”) é saber gozar consigo próprio e ter prazer nisso. Não é possível aterrorizar a cultura sem se usar a si próprio como exemplo de como as coisas realmente são: bricoladas, contraditórias, irresolúveis. O projeto de identidade pessoal dum TC é a ausência de projeto, pois este necessita sempre de um sistema de crenças coeso ou, no mínimo, da submissão a uma autoridade ou a um status quo proclamado pelo senso comum.

5. Esta coisa de “irresolúveis” merece uma explicação: será o TC um desesperançado? Acha ele ou ela que nada tem solução? Não é bem assim.
O TC abomina utopias, milenarismos, histerias de massa, populismos, demagogias, livros de auto-ajuda e outras formas de substitutos da religião – incluindo a religião em si. Está mais que visto que conduzem ao desastre: do “socialismo real”, às guerras religiosas, passando pelas seitas em que todos acabam mortos. O TC tão-pouco acredita na ilusão de felicidade através do consumo promovida pelo capitalismo. O cinismo realista do TC desconfia das lavagens cerebrais, quer venham da direita quer da esquerda, do campo religioso ou do campo científico, do campo socialista ou do campo capitalista. Não quer isto dizer que o TC seja um hedonista ou um “desconectado”. Os primeiros são uns tontos, porque não percebem que obtêm o seu prazer à custa de não questionarem o que lhes permite obterem-no; os segundos tontos são, porque escolhem hipocritamente aquilo em que participam e aquilo em que não participam (por exemplo, não votam porque “não participam nessa farsa”, mas nunca falham a picar o ponto no emprego…).

6. O TC desconfia daqueles que dizem que fazem TC: artistas, comentadores e opinion makers, jovens em manifestações anti-globalização, e outras espécies. O TC desconfia também dos que dizem que eles são apenas diletantes ou pessoas que estão a passar por uma fase. O TC desconfia dos primeiros porque de fato acha que são diletantes ou estão a passar por uma fase. Mas desconfia dos segundos porque acha que eles não têm autoridade para emitirem aquele juízo: a sua opinião é o simples balbuciar das banalidades auto-satisfeitas do senso comum.

7. Tudo o que um TC disser está sujeito à revisão por outro TC e assim sucessivamente até ao infinito, numa discussão eterna, bricolada, contraditória, realista, cínica e humorada, desde que com isso ninguém deixe de almoçar, dormir, ir à praia, dizer a sua opinião e fazer qualquer coisa de criativo.

8. Um bom TC destruiria imediatamente este texto. Um bom TC não pode admitir a possibilidade de ajudar a criar um dogma, associação, movimento, escola, partido, tendência, seita, culto, lobby, grupo de ajuda e muito menos uma empresa.

9. Não existem bons TCs.

10. Não existe ponto 10: um TC não consegue resistir a escrever um Decálogo só com nove pontos.

Manifesto Clarifesto – Menos é Mais

por Reverenda subMarina

Eu não sei nada sobre as pessoas e isso é muito! E poucas pessoas sabem muito sobre outras pessoas, já que a maioria das pessoas pensa saber muito sobre as pessoas. Talvez saibam sobre uns e outros…Conhece a ti mesmo? Impossível se cada um é um universo, imagina conhecer outras pessoas, saber sobre outras pessoas? Poucas pessoas se conhecem, e eu me conheço muito pouco e isso é muito! Assim, dessa maneira, menos é mais e mais é menos! E eu não sei nada, ninguém sabe nada, o que é muito! Muitas pessoas pensam saber alguma coisa e saber alguma coisa é pouco comparado a não saber nada! “Tudo que sei é que nada sei” , só que eu nem sei o que é tudo, então eu nem sei o que é nada! Menos é mais !!! Então nada é tudo e tudo é nada…

Manifesto Clarifesto=Tudo é Nada?

fnord Tudo é Nada? Não saberemos nunca. Mas, e se eu souber? Como é que faço pra saber se sei? Então o “talvez” seja o “nunca” fnord disfarçado de probabilidade! E as probabilidades de eu saber nada sobre mim nunca serão reais, bem como verdadeiras, bem como saber tudo! Então “não sei” é o “sei” disfarçado de resposta! Ou de pergunta?

Salve Èris

Clarifesto Manifesto=Preço da Vaca

Então, de novo, o negócio é o seguinte: O preço da vaca é cento e vinte! (R$120,00)…Existem gnomos que costuram sua meia rasgada por bem menos e você não precisa ter uma vaca que custe R$120,00. Também existem fadas do dente que levam os dentes caídos por R$120,00, só que como poucas pessoas possuem dentes de ouro , e ou, com amálgamas de prata , então, dificilmente elas aparecem para comprar o seu dente…E por aí vai! O negócio é o seguinte: tenha uma vaca de cento e vinte que seus dentes ficarão na sua boca e suas meias sem rasgos…

Clarifesto Manifesto=23 anos

Eu queria ter 23 anos pra sempre! 2003 foi o ano da Multicabala Lispectoriana, porque esse número é o cabalístico erisiano…E eu que finjo…Enfim, como será que Èris se comunica com glândulas pineais em período de TPM? Na verdade o período de tensão pré-menstrual em garotas regidas por Éris se converte em Tentativa Pineal Magnânima (TPM)!!! Nesse período, garotas FNORDS têm sua comunicação expandida com a deusa e causam o caos em seus lares e adjacências…Quanto mais forte a TPM, mais regida por Èris é…Uma expansão do espectro super estendida chegando ao espectro gama ou nanomicrondas. E Èris nos fala através do sangue perdido:
“Eu sou uma cadeira e uma maçã e eu não me somo”

11:59(1½ horas atrás) Clarifesto Manifesto= 5 propostas

1. Se é cada um com seus problemas, então façamos um mercado de pulgas de problemas…A cada problema comprado garantimos uma plástica para aumentar a parte de trás da sua orelha

2. Vamos distribuir nossos problemas de graça e as pessoas que aceitarem os problemas, terão direito á 120 vacas ordenhadas por fadas ou gnomos…O leite será dourado , pois vacas ordenhadas por gnomos têm o leite coado e pasteurizado em meias de fio de ouro, que provêm dos dentes comprados pelas vacas…

3. De agora em diante tenho apenas 23 anos

4. “Quem escreve ou pinta ou ensina ou dança ou faz cálculos em termos de matemática, faz milagre todos os dias. É uma grande aventura e exige muita coragem e devoção e muita humildade” -Clarice Lispector

5. Menos é mais

Clarifesto Manifesto=Clarice Lispector

Clarice Lispector é nossa patrona gran sacerdotisa mor…não há o que dizer a não ser, MENOS É MAIS!

“Mas já que somos pouco e portanto só precisamos de pouco, por que então não nos basta o pouco? É que adivinhamos o prazer. Como cegos que tateiam, nós pressentimos o intenso prazer de viver.”

“Dar a mão a alguém sempre foi o que esperei da alegria. Muitas vezes antes de adormecer- nessa pequena luta por não perder a paciência e entrar no mundo maior- muitas vezes, antes de ter a coragem de ir para a grandeza do sono, finjo que alguém está me dando a mão e então eu vou, vou para a enorme ausência de forma que é o sono. E quando mesmo assim não tenho coragem, então eu sonho.”

Manifesto da Filosofia Bozo

por Rev. Ibrahim Cesar

Não, os filósofos que seguiram a auto-denominada Filosofia Bozo jamais se levaram a sério. Na verdade, de acordo com o ponto de vista de muitos deles, não havia outra forma de se levar. O principal ponto de ruptura que caracterizou o movimento como uma filosofia diferenciada foi que, se antes tentava-se entender o mundo ou ensinar aos homens o-que-quer-que-seja, isso foi totalmente desprezado pela Filosofia Bozo. Que declarou por um de seus porta-vozes:

“Nosso objetivo é matá-los. Matá-los de rir.”

Ora, dizem eles, caso a filosofia se ocupasse de julgar um dos grandes assuntos e chegasse a um veredito sobre isso, digamos sobre a existência ou a não-existência de deus, que impacto isso teria?

No dia seguinte a tal veredito, de certo as pessoas acordariam como todas as outras manhãs, fariam suas coisas e viveriam como todos os outros dias

A Filosofia Bozo apenas assumiu o que se sabia desde sempre: Não é possível ensinar a quem quer que seja aquilo que ele já acha que sabe.

DEFINIÇÃO DE FILOSOFIA BOZO

A Filosofia Bozo não têm definição e isto vêm direto das páginas do Principia Discordia como muitos devem ter notado. De fato é altamente documentado que os primeiros a aderir ao movimento eram de fato discordianos ou simpatizantes e usaram muitos conceitos discordianos em seus trabalhos.

Rev. Ibrahim Cesar chegou a declarar que a Filosofia Bozo guardada as devidas proporções era uma tentativa de criar um discordianismo laico. Muitos detratores tentavam denunciar essa ligação da Filosofia Bozo com o Discordianismo, como o objetivo de uma se parecia muito com que no Discordianismo se chama Operação:Mindfuck. “A Filosofia Bozo não passa de Mindfuck!” declaravam aos berros ao que eram respondidos em meio a troças deles: “Dizer que a Filosofia Bozo é Mindfuck, é Mindfuck”

Eles queriam resgatar o protagonismo da filosofia que hoje não passava de uma tia velha que ninguém mais dá atenção.

“Estamos cansados de filosofos dedicarem suas vidas a reinterpretarem Nietzsche, Hegel e Kant. Eles estão mortos. A morte sempre teve uma importância fundamental no pensamento humano pois ela elimina os conservadores da geração anterior, relutantes em abandonar uma teoria velha e falaciosa para adotar uma nova e mais precisa. A Filosofia Bozo é imediatista. Queremos falar do aqui e agora e não rever a moral da Grécia Antiga.”

Foi no Manifesto da Filosofia Bozo publicado pela primeira vez na Cabala 1001 Gatos de Schrödinger que Rev. Ibrahim Cesar declarou iniciado o movimento com estas palavras:

“Eu sou Rev. Ibrahim Cesar e estou me citando na terceira pessoa a fim de conseguir a tão almejada imparcialidade. Eu declaro que a Filosofia Bozo começa em 5,4,3,2,1…AGORA!”

Delarismo

O Delarismo é uma alquimia multicabalense entre o Larismo de reverendo wodouvhaox e o Delírio Coletivo de Reverenda Fada Verde.

Enquanto o Larismo abastece a necessidade ontológica de Introversão Meditativa, o Delírio Coletivo alimenta o outro lado do espelho de Alice, a Extroversão Slackronediana.

É também conhecido como DeLariantismo. e um dos motes principais, utilizado quando há uma grande Aflição Espiritual, é: “Cale a boca! a não ser que você queira dizer algo engraçado e/ou divertido”.

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Alguns textos sagrados:
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Delírio Coletivo

por Fada Verde

Ao longo da história, a maioria dos movimentos literários e artísticos contradiziam o movimento anterior. O Renascimento foi contra tudo o que a Era Medieval disse, o Realismo negava os fundamentos do Romantismo e assim por diante.
Já o movimento Nonsense resolveu que não gostaria de contradizer o movimento anterior, no caso, o Modernismo e a Pop Art, o Nonsense quis negar absolutamente tudo e/ou não negar absolutamente nada.
Sob a máxima “Pra que fazer sentido!?”, esse movimento cria uma contradição de tudo e dele mesmo, com raízes em todos os estilos literários e tendo por característica a abolição da linguagem figurada, nada mais era figurativo, tudo era real, e o que era real não existia, ou existia, ou o que quer que o leitor prefira.

O que aconteceu foi que no fim do século XX e começo do século XXI, com o fim da Guerra Fria, a ascensão dos EUA como maior força política e econômica do mundo, detendo um poder quase imperialista e com a estagnação de todo e qualquer movimento revolucionário, o mundo conheceu um período de conformismo em que qualquer coisa era uma revolução. Andar fantasiado, por exemplo, ou simplesmente usar um nariz de palhaço pela rua, já causava um grande choque por quebrar a monotonia cotidiana. O movimento DC, autor da obra Sofia, foi um dos primeiro a notar isso e adotar a idéia do Nonsense.

Da idéia para a prática foi um pulo. Embora no começo, apenas algumas pessoas tivessem adotado essa “revolução”, assim como em qualquer outra já ocorrida, o clima e as idéias sem sentido foram tomando proporções mundiais e o mundo conheceu uma época maravilhosa, onde a espontaneidade e a imaginação tomaram conta de todos e tudo passou a ser fantástico e irreal. Chegou até a haver um certa desaceleração nas pesquisas cientificas, afinal não importava mais provar que pode-se dividir uma célula infinitamente.

Antes desse movimento, as pessoas buscavam uma explicação científica para tudo, mas depois ninguém mais queria a explicação lógica e inteligente. Todos perceberam que a fantasia era bem melhor, que cada um poderia formular sua própria teoria para qualquer coisa, todas as lendas sobre os “porquês” voltaram à tona e todos os povos buscavam as raízes de suas culturas para saber algo, quando não encontravam, criavam uma nova cultura.
Em meados da década de 10 do século XXI, o mundo já não fazia sentido algum. Viam-se pessoas fantasiadas, nas ruas, nos supermercados e até nos escritórios você encontrava pessoas vestidas de Pantera Cor-de-Rosa ou Smurffle.
As casas tinham pinturas psicodélicas e, às vezes, achavam-se florzinhas desenhadas no meio da rua.
Com a população nesse incrível estado de espírito, era natural que as artes também seguissem esse caminho.

Leis Absolutas do Delírio Coletivo

1ª Lei Absoluta
PATAFÍSICA- Tudo é decidido pela imaginação e não pela razão.

2ª Lei Não Absoluta
Não encher as caras aos domingos.
Quem quer fazer sentido?
A realidade é relativa;
A Fantasia é bem melhor;
Arte, Poesia e Loucura.

3ª Lei Absoluta
Usar LSD.

4ª Lei Absoluta
Enlouquecer a Política.

5ª Lei Absoluta
Nenhum tipo de censura.
Mandar as preposições e a gramática pro inferno!

6ª Lei Absoluta
O que fazer em casos de incêndio?
Deixe queimar!

7ª Lei Absoluta
Jogar uma garrafa de conhaque no Delírio Coletivo

8ª Lei Absoluta
DELIRAR.

9ª Lei Absoluta
Assassinar a monotonia causada pela razão.

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Loucura Lúcida
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por Fada Verde
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Não conseguir fugir da realidade significa um excesso de lucidez ou extrema loucura?

A resposta confirmaria minha tese poética-lunática, de que não só o excesso de lucidez leva a loucura como o excesso de loucura leva a lucidez.

Se minha realidade é na verdade uma ilusão, quando tento fugir dela, tento alcançar a realidade? Ou migro de ilusões em ilusões? Se as realidades são múltiplas a tentativa de alcançar a realidade única em que todos se enquadram seria uma farsa. Talvez todos vivam em suas respectivas ilusões, que criamos e recriamos. Se pertence a cada sujeito que a resolva viver, a realidade sim que é uma ilusão, a ilusão da ilusão. A ilusão é uma realidade. A realidade está fora ou dentro? do exterior ou do interior? O que faz pensar quantas realidades seriam possíveis. Infinitas. Nos casos que unem mais indivíduos, podemos denominar precisamente como o fenômeno do Delírio Coletivo.

Se produzimos a realidade ilusória, o que é loucura? Como são diversas as loucuras, digo, ilusões, realidades. A metafísica disso tudo é expressa pela loucura de Deus, o tal dançarino do qual falava Nietzsche, que nos criou a sua imagem e semelhança, como deuses de nossas próprias loucuras. Fato é que nelas podemos fazer o que quisermos dentro dos limites da loucura de Deus.

Dizem por ai, que o sóbrio é aquele que sabe distinguir a realidade da fantasia, mas o que dizer se somos máquinas de produzir fantasias? Certamente jamais será possível olhar um homem despido de seu imaginário. Ilusões sobrepostas numa translucidez aguda. Perceber que está iludido não significa que nos livramos da ilusão se ela é real. As ilusões/realidades se desdobram uma fora da outra. Se trancafiamos alguns de nós dentro das salas estofadas, é porque os condenamos pelo abuso da criatividade.

O excesso de lucidez, faz perceber a ilusão real, que se exacerbada leva a loucura originária. A loucura alucinatória se levada a extremos nos leva a realidade ilusória, que é a realidade possível.

“É grave doutor?!?”
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A fonte da poesia

por Edgar Morin

Ensaiarei sustentar a seguinte tese: o futuro da poesia reside em sua própria fonte. Mas que fonte é essa? É difícil perceber. Ela se perde nas profundezas humanas tanto quanto nas profundezas da pré-história, onde surgiu a linguagem, nas profundezas dessa embalagem estranha que é o cérebro e o espírito humano. Gostaria de adiantar algumas idéias preliminares para falar de poesia.

Inicialmente, é preciso reconhecer que, qualquer que seja a cultura, o ser humano produz duas linguagens a partir de sua língua: uma, racional, empírica, prática, técnica; outra, simbólica, mítica, mágica. A primeira tende a precisar, denotar, definir, apóia-se sobre a lógica e ensaia objetivar o que ela mesma expressa. A segunda utiliza mais a conotação, a analogia, a metáfora, ou seja, esse halo de significações que circunda cada palavra, cada enunciado e que ensaia traduzir a verdade da subjetividade. Essas duas linguagens podem ser justapostas ou misturadas, podem ser separadas, opostas, e a cada uma delas correspondem dois estados. O primeiro, também chamado de prosaico, no qual nos esforçamos por perceber, raciocinar, e que é o estado que cobre uma grande parte de nossa vida cotidiana. O segundo estado, que se pode justamente chamar de “estado segundo”, é o estado poético.

O estado poético pode ser produzido pela dança, pelo canto, pelo culto, pelas cerimônias e, evidentemente, pelo poema. Fernando Pessoa dizia que, em cada um de nós, há dois seres. O primeiro, o verdadeiro, é o dos nossos sonhos, que nasce na infância e que continua pela vida toda. O segundo ser, o falso, é o das aparências, de nossos discursos, atos, gestos. Não diria que um é verdadeiro e o outro, falso, mas, efetivamente, a cada um desses dois estados correspondem dois seres em nós. A esse estado segundo corresponde o que o adolescente Rimbaud percebeu muito claramente, principalmente em sua famosa Carta do vidente: esse estado não é um estado de visão, mas um estado de vidência.

Poesia-prosa constitue, portanto, o tecido de nossa vida. Hölderlin afirmava: “O homem habita a terra poeticamente.” Acredito ser necessário dizer que o homem a habita, simultaneamente, poética e prosaicamente. Se não houvesse prosa, não haveria poesia, do mesmo modo que a poesia só poderia evidenciar-se em relação ao prosaísmo. Em nossas vidas, convivemos com essa dupla existência, essa dupla polaridade.
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